Respiro ofegante. Trago nas mãos uma pequena mala e uma agenda tinindo de nova. É meu primeiro dia de aula. Venho substituir uma professora que teve que se ausentar "por motivo de força maior". Entro timidamente na sala dos professores e sou encarada por todos. Uma das colegas, tentando me deixar mais à vontade, pergunta:
- É você que veio substituir a Edith?
- Sim - respondo num fio de voz.
- Fala forte, querida, caso contrário vai ser tragada pelos alunos - e morre de rir.
- Ela nem imagina o que a espera, não é mesmo? - e a equipe toda se diverte com a minha cara.
Convidada a me sentar, aceito para não parecer antipática. Eles continuam a conversar como se eu não estivesse ali. Até que, finalmente, toca o sinal. É hora de começar a aula. Pego meu material e percebo que me olham curiosos para saber o que tenho dentro da mala. Antes que me perguntem, acelero o passo e sigo para a sala de aula. Entro e vejo um montão de olhinhos curiosos a me analisar que, em seguida, se voltam para a maleta. Eu a coloco em cima da mesa e a abro sem deixar que vejam o que há lá dentro.
- O que tem aí, professora?
- Em breve vocês saberão.
No fim do dia, fecho a mala, junto minhas coisas e saio. No dia seguinte, me comporto da mesma maneira, e no outro e no noutro... As aulas correm bem e sinto que conquistei a classe, que participa com muito interesse. Os professores já não me encaram. A mala, porém, continua sendo alvo de olhares curiosos.
Chego à escola no meu último dia de aula. A titular da turma voltará na semana seguinte. Na sala dos professores ouço a pergunta guardada há tantos dias:
- Afinal, o que você guarda de tão mágico dentro dessa mala que conseguiu modificar a sala em tão pouco tempo?
- Podem olhar - respondo, abrindo o fecho.
- Mas não tem nada aí! - comentam.
- O essencial é invisível aos olhos. Aqui guardo o meu melhor.
Todos ficam me olhando. Parecem estar pensando no que eu disse. Pego meu material, me despeço e saio.
Entre a sala de aula e a literatura
A paulistana Cybele Meyer, há 18 anos moradora de Indaituba, a 102 quilômetros de capital paulista, é a campeã da segunda edição do concurso Era Uma Vez - Especial Dia do Professor. Seu texto concorreu com mais de 450 enviados para o site de NOVA ESCOLA, um número 50% maior do que no ano passado. O trabalho, como pedia o regulamento, consiste numa crônica sobre o cotidiano do professor.
O tema está presente na vida de Cybele há 30 anos: ela já foi professora de Educação Infantil, do Ensino Fundamental, do Médio e do superior em Pedagogia. Desde o início deste ano, se divide entre a coordenação pedagógica de uma escola e a formações de professores.
Cybele escreve textos literários diariamente, tanto em seu blog como em sites sobre Educação. "Com O Sucesso da Mala, quis passar para os educadores a ideia de que na prática pedagógica não há fórmulas mágicas ou milagres." Com o prêmio que ganhou - uma mala com 61 livros de formação e literatura -, a bagagem desta professora deve ficar ainda mais recheada de boas propostas.
Disponível em:< http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/sucesso-mala-634205.shtml > acesso em 10 de agosto de 2011.
Tradução
"Nunca deixe de sonhar"
"Os sonhos trazem saúde para a emoção, equipam o frágil para ser autor de sua história, renovam as forças do ansioso, animam os deprimidos, transformam os inseguros em seres humanos de raro valor. Os sonhos fazem os tímidos terem golpes de ousadia e os derrotados serem construtores de oportunidades." (Augusto Cury)
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
O Sucesso da Mala
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
IX Jornada de Educação da Faculdade de Pedagogia debate a Educação Musical nas escolas
Metodologia - técnica - tática - ferramenta didática
Um recurso didático, por mais completo que se apresente, só terá significado se o professor
possuir habilidades necessárias ao processo de desenvolvimento da aprendizagem, ou seja, mesmo diante da modernidade e da sociedade altamente tecnológica, o educador continua sendo o principal agente na sala de aula, e o êxito de suas atividades depende, exclusivamente, do modo como as atividades são conduzidas diante dos objetivos propostos no processo de ensino.
Antes de reclamarmos da falta de recursos modernos em nossas escolas, vamos refletir sobre nossas capacidades como educadores, e lutarmos por uma realidade melhor, que se aproxime cada vez mais, às necessidades reais de nossos alunos, pois como protagonistas de nosso trabalho temos a autonomia de reivindicar melhores condições de trabalho, e desenvolvermos um trabalho coerente, e quiçá satisfatório diante das diversidades culturais e necessidades de aprendizado.
"Qualquer técnica só terá êxito nas mãos daquele que a utiliza com entusiasmo e espontaneidade".
A Educação é a única saída para um mundo melhor, e essa melhoria depende muito de nós.
Amo minha profissão e não desisto nunca.
sábado, 6 de agosto de 2011
Walter Savage Landor
"Lutei com nada e nada valia a lida.
Amei a Natureza e logo após a Arte;
Aqueci as mãos ante o fogo da vida;
Tudo se afunda e estou com quem já parte"
Poeta inglês, em Grandes Poetas da Língua Inglesa do Século XIX
Amei a Natureza e logo após a Arte;
Aqueci as mãos ante o fogo da vida;
Tudo se afunda e estou com quem já parte"
Poeta inglês, em Grandes Poetas da Língua Inglesa do Século XIX
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Galileo Galilei
Paulo Freire
"Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino".
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