Tradução

"Nunca deixe de sonhar"

"Os sonhos trazem saúde para a emoção, equipam o frágil para ser autor de sua história, renovam as forças do ansioso, animam os deprimidos, transformam os inseguros em seres humanos de raro valor. Os sonhos fazem os tímidos terem golpes de ousadia e os derrotados serem construtores de oportunidades." (Augusto Cury)

domingo, 25 de agosto de 2013

Evoluir é preciso

Amar é bom demais...



Passei muito tempo da minha vida querendo descobrir quem eu sou e quem são as pessoas que fazem parte do meu mundo. Muitas vezes, escrevi enormes textos tentando descrever-me nas entrelinhas; até mesmo passei infinitas horas tentando montar um quebra-cabeça com peças alheias. Durante esse tempo, nenhuma poesia foi capaz de refletir a minha existência. Nenhuma imagem foi montada com o comportamento alheio. Nenhuma palavra satisfez a minha necessidade de busca. Nenhum dia da minha vida foi suficiente para isso. Prendi-me ao feito de que eu precisava descobrir o meu universo, e todas as vezes não me dei conta de que neste eu já habitava. Talvez eu não merecesse essa descoberta, mas eu precisava de uma luz. O amor foi capaz de fazer isso por mim. Sem custos, descobri que saber quem eu era já não me agradava, e querer entender as pessoas seria uma ação involuntária, sem valor algum.O fato de existir já me garante ser quem eu sou. Fazer parte desse universo lindo não me dar o direito de saber quem são as pessoas, pois viver já basta e para isso é preciso muito amor. Agora vivo e amo a qualquer custo, independente do que eu receba, amar é o máximo que eu posso fazer por mim, para mim e para o outro que faz parte do meu universo.

Obrigada, Universo, por dividir comigo seu lindo espaço!
Excelente semana para todos! 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Já é demais...

"a única verdade é que vivo.
Sinceramente, eu vivo.
Quem sou?
Bem, isso já é demais...."
Clarice Lispector

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Felicidade - Laço de amizade

O aperto do laço

Imagem disponível em: <http://benvenutoalmiocuore.myblog.it/>. Acesso em 19/08/2013. 

Nunca abaixei a cabeça diante da necessidade de concordar ou discordar de algum amigo. Posso até me equivocar, mas jamais deixar de expressar um sentimento que não é meu, pois se eu vivesse só pra mim, minha vida se tornaria um vazio insensível. Não conheço nada tão importante quanto  a importância de compartilhar a alegria de viver, e nisso consiste o prazer de ser quem você é. Se eu não pudesse falar com o coração, do que adiantaria uma vida sem amor? O que é a vida, afinal, senão o amor de viver! O que é o amor, senão, amar todos os dias de sua vida e querer bem a todas as peças que a compõe! 
Experiências inúmeras já vivi. Tenho amigos maravilhosos. Pessoas que andam sempre comigo. Algumas que vivem guardadas no peito, outras que o vento roubou e nunca mais as trouxe de volta. Pessoas que nunca vi antes, e quando as vejo é possível encontra-me nelas. Amigos que me entendem, que me ignoram, que me suportam, que me amam, que precisam de mim, que me deixaram quando precisaram levantar a cabeça, quando a minha encontrava-se abaixada, amigos que ainda não conheci. Tenho todos esses e muitos outros. Mas o imprescindível de todos eles é o amigo que habita em mim. E é esse que vivo a relutar. De quem mais cobro a culpa de ser livre, de ser feliz. De todas as experiências amigáveis, nenhuma fui capaz de descartar. Pois são minhas enquanto posso contar. Não se descarta nunca uma história de amor. 
Cobrar de alguém, algum comportamento, foi a coisa mais tosca que pude pensar. Julgar a atitude de um amigo, a maior prova da imaturidade. Tramitar um comportamento a meu favor, uma imbecilidade de quem não pensa em uma série de princípios. Principiar a fantasia de uma história, a participação de quem não viveu grandes mentiras. Pois bem, o calor elemental que aquece o meu querer é mesmo esse calor que sustenta o  meu ser. E querer explicar isso, é um ato de pura sinestesia. 
Sou dona de um mundo fantástico. Possuo valiosos exemplos de admiração. Assim como nunca descartei nenhuma das ilusões. Posso ser mal entendida, mal interpretada, mal amada, mas nada disso me convém. E se um dia fui refém de algum comportamento alheio, não tive o luxo do desprazer de sentir, pois sentimentos assim não fui capaz de desenvolver, não preencheram nunca o meu coração, quando este se formava demasiado capaz de ver a vida por vias curtas da eternidade.  
Tenho o luxo da eternidade dos meus dias,e  não posso nunca perder o tempo de ser livre. Todos os dias sou capaz de nascer outra vez, e possuo a riqueza de ser diferente outra vez, de ser melhor. Escolhi alçar voo por onde passo, mas não posso perder o caminho de volta. Possuo o prazer de apagar meus instintos a cada dia, e deixar a alma acender a luz da eternidade dos meus pensamentos.  
Não posso nunca querer outra coisa, senão escutar acalentadamente a minha respiração. Mantê-la com o movimento dos significados. 
Viver foi uma escolha dos que amam, e amar a vida a maneira mais honesta de ser feliz. E assim eu não seria, se tivesse tempo e ouvidos para o adormecido. Não quero nunca adormecer a alegria de provar de todos os sentidos sem modificar as suas formas. São nas diferenças que me encontro. Na voz oculta que me reconheço. No silêncio que ouço o coração dos que se foram sem despedir-se. Na ausência sou a presença do entendimento. Na presença a força da inspiração. Viver para mim mesmo, não teria a graça da existência. Vivo na alegria de quem voa sem nenhuma culpa e encontra um novo lar a cada horizonte alcançado.
Em uma revoada, todos simplesmente voam. Não há culpa para aquele que cansa. Invertem-se as posições e o calor é sentido por todos em volta. 

Ser feliz é como a imagem que se congela em cada espelho que se reflete. Não importa de quem seja o retrato, o espelho. Mas o que  nele foi capaz de ser refletido. Não espere encontrar no outro, o que você possui de melhor para oferecer. Seja você mesmo a felicidade que procura. O resto será apenas o reflexo de sua alegria. Falar de mim mesmo, é dar ouvidos às necessidades do coração e desatar alguns nós dos caminhos por onde tive a coragem de caminhar. E isso tem sido um dos maiores prazeres do meu pensar. 

Parabéns pela escolha. Ser feliz é um laço de amizade. 

Márcia Neves. 




domingo, 18 de agosto de 2013

O limite é mesmo o céu?

A linguagem do limite


A linguagem é entendida como a maior de todas as tecnologias. Ademais de signos linguísticos, códigos significativos, é a única necessidade humana de localizar-se em um ponto específico no mundo.   Forma de reconhecer-se parte de um universo, de encontrar-se no outro. Sim. É por meio da linguagem que desenvolvemos nossas capacidades comunicativas. Por meio dela, conseguimos expressar, entender, manipular, resolver, construir, destruir e reconstruir os maiores sentimentos da alma humana.  É a tecnologia do avanço. Sim, do avanço. Nenhum objeto concreto se moveria se não sofresse o impulso da linguagem. Nenhuma máquina sobreviveria sem a manutenção da linguagem. Sem esta, sim, seríamos limitados a outras necessidades, e por sua vez, condicionados pelas dificuldades de reconhecer-se gente. 
Neste mundo, nunca encontrei nada mais significativo que a expressão do homem. Não vejo nada tão necessário, quanto a necessidade de dizer alguma coisa. Muitas coisas são expressas, poucas são ditas. Algumas vozes criam asas no vazio da desinformação, algumas até se perdem no abismo. Outras encontram laços por onde ecoam, e conseguem reencontrar-se no tempo e no espaço adequados para o seu uso. Não importam a cor, o desenho, o tamanho, a quantidade de ícones. Mas importam os significados que nos elevam; importa o que cada um é capaz de fazer com tamanho distanciamento das coisas que se perdem. E o destino que se dá a tudo o que se encontra perdido no espaço e no tempo. 
Constantemente, ouvimos ditos populares, expressões que se postulam por justificar algum condicionamento humano. Mas ser condicionado não é uma necessidade. Pode ser entendido como uma zona de conforto da águia que se vê como uma galinha. Um espaço limitado pela convivência de lobos. Ser condicionado é uma questão de escolha, assim como aceitar todo e qualquer pensamento é uma escolha de quem está condicionado a pensar pelo limite de quem pensou algum dia. 
O limite de nossa linguagem se dá pelo espaço de nosso mundo. Porém, um espaço aberto. Onde é possível voar todas as vezes que sentir-se livre e voltar no tempo por determinação do voo. No nosso mundo não há espaços para limites. Pois não somos limitados a pensar, somos determinados pela experiência a não parar de pensar nunca. Nosso mundo é uma máquina do tempo. Uma ferramenta manipulada pelo espírito dos sonhos. Enganam-se os que pensam que o limite é o céu. O céu é um espaço aberto para a linguagem dos sonhos, por isso ilimitado aos pássaros. A linguagem é a maior tecnologia desenvolvida pelo homem, e os sonhos se tornam os limites da linguagem humana. 
Nunca deixemos de sonhar, de pensar e ressignificar o pensamento toda vez que um sonho se tornar realidade. Sejamos determinados pela força do espírito, e não limitemos o voo em busca dos céus. 

Professora Márcia Neves. 







segunda-feira, 12 de agosto de 2013

DL - Desenvolvimento e Liderança

É preciso acreditar que a luz é você.



Certa vez recebi um convite. Daqueles que você diz: que legal! Vou pensar se aceito. Mas parecia algo tão longe de mim. Tão caro! Tão raro. Tão assim! 
O tempo passou, muita coisa e quase nada mudou. Continuei na busca por dias melhores. Carreguei toda a ansiedade comigo. Muitas vezes, deixei o medo determinar minhas escolhas. Outras, até aplaudi a minha raiva. E continuava andando. Sentia um peso enorme na minha bagagem, e nunca dei ouvidos a minha tristeza. Por mais que ela inclinasse o meu ombro. 
Mudava o percurso, o dia, o horário, o modo de andar. Chamava de alegria cada dia vencido pelo cansaço. Cada tarefa cumprida. Até aquele abraço sem braço. A volta era sempre pesada. O recomeço sempre medroso. Buscava no outro o que me sobrava, e nem sempre podia recebê-lo, pois meu espaço estava ocupado demais. Ocupado com coisas que eu nem sabia que possuía, mas não abria mão de nada, eram donas de um constante vazio, espaço só meu, coisas só minhas. Apego desmedido pelo vértice da pirâmide, pela esperteza desnecessária de um sono inconstante. Apego desapegado da base de todos os polígonos. 
E assim vivia. Fazia parte de um olhar sem luz, de um coração escuro, com pernas inseguras. Ouvia sem escutar. Dizia sem falar. Andava sem caminhar. E crescia pra todos os lados. Até acreditava que pensava. Pensava em vencer. Vencer obstáculos, sonhos,  amigos,  família,  razão e até mesmo, vencer a mim. 
Por muito tempo andei. Insegura, com raiva, triste, com uma alegria oculta. Resultados de uma longa estrada, caminho sem bússola, impulsionada por razões de egos afins. Em alguns momentos, buscava entender, voltar no caminho por onde passei. Encontrava pessoas, momentos estranhos, frestas sem fim.  De vez em quando, uma festa. Não sabia se eram sonhos, ou desejos de uma realidade precisa. Pensava na beleza, nas cores, nos amores em um lugar distante daqui. Às vezes perto, mas sempre me perdia em algum jardim. 
Buscava imitar e aprender. Admirava os vencedores, e os via quase sempre, prontos. Quanto mais o tempo passava, mas aprendia que era preciso mudar. Mudar o quê? A retribuição de um sorriso que sentia falta? A falta de um abraço? O elogio que faltou justo naquele espaço? A falta de respeito do autoritarismo vencedor? A frieza do abraço no dia do agradecimento? O preconceito acentuado da própria existência? O olhar vergonhoso de um mentiroso? A incomunicação de quem não sabe quem é você? O trauma da insegurança de um sistema capitalista? A verdade de sua criação? Meu Pai, quanta confusão! Entender pra quê? Pra recomeçar a vida? Pra mudar sua história? Dar roupagem a novos personagens? Quanta ilusão! 
Foi quando, pela primeira vez, depois de acreditar desacreditando de tudo e de todos, recebi um igual convite, aceitei sem hesitar. Sem imaginar, sem alusões. Foi como um pássaro em revoada, levado pelo vento, em seu primeiro voo guiado por quem conhece o caminho. Parecia uma aventura. Seria uma festa? Um encontro? Uma roda de leituras? Mistura de pensamentos. Solilóquios no trânsito. Ninguém podia imaginar, mas o esforço foi grande nessa primeira viagem. Acreditar que algo ia mudar, e que eu precisava acreditar no desconhecido, e viver aquele momento que talvez fosse lindo. 
Foi como mágica. Sim, foi a mágica do eu sou e eu posso. O eu relutante de dúvidas, medo, raiva, tristeza, insegurança, autoestima, fracasso, incapacidade de acreditar, falta de fé. Fui vestida de um riso curioso, olhar inseguro, pernas tímidas. E uma alegria oculta esperando sua hora para surgir. A festa foi longa. Troquei o riso incerto por um choro de coragem, olhar de verdade, pegadas no chão. Abri o peito e compartilhei o coração. Sim, foi mágico. 
Então foi possível voltar no tempo, no espaço, e consolidar uma história bonita. Apreciar as flores, as cores, os amores, os amigos, e até o infinito. Redirecionei o olhar para valorizar todo o peso oculto na alma, e atribuir-lhe significado a toda minha  história. Sem culpa, com responsabilidade. Tudo isso em um só lugar. Dentro de mim. Levei todas as dores, desamores, e um saco incontável de pedras. Voltaram todos comigo, todos com sua história, seu porquê de existir. Pedras preciosas. 
Eu sou a liderança da qual preciso para ser livre. O DL (Desenvolvimento e Liderança) me ajudou a compreender a própria vida. Implantou em mim, o desejo de viver de novo a cada dia. Ensinou-me a encontrar um amigo pelo lado oculto do peito. A liderar e manter meus anseios. Poderia tecer um livro, pois sobram-me infindos experimentos de poucos dias. Mas não teria o mesmo desfecho, por ser uma experiência só minha. 
Embora minha fala seja simples, é nas entrelinhas da poesia que encontra-se o tecido da minha rede. 
O espaço que descobri fugindo da minha zona de conforto. Sentimento compreendido por águias.   
1,2,3,4! 

Professora  Márcia Neves








domingo, 11 de agosto de 2013

Pai - a melodia poética que sinto aqui.

Um mar sem bússola, de dias inacabados.
Mesmo com as maiores tempestades, o guia presente à beira-mar.
Em dias de sol, com sorriso aberto.
Em noites lunares, equilíbrio sombrio.
Nos mais lindos jardins de primavera, a beleza oculta.
Nos campos mais verdes, a sombra eterna.
Um homem com a sua natureza.
Que carrega no peito uma experiência vinil.
E nem sempre exala o perfume natural.
Acumula na alma, seu bem maior.
Que corre ao encontro, quando alguém o procura.
Espera em silêncio o abraço de ternura.
E se este não acontece, continua à espera.
Do momento exato de sua humanidade,
sem conter a lágrima de uma grande saudade.
Figura patente, de muros altos.
Que exige cuidado, quando o encontro é marcado.
À moda de um universo próprio,
tendencioso ao modelo antigo,
que lê o universo pelas páginas mais finas,
e revive o momento de grandes emoções,
sofrendo a moda de muitas gerações.
O homem que traça um caminho preciso,
que pega sem jeito o dia nascido,
impõe a postura exata de ser,
e do seu grosso modo, me deixa viver.
O inquieto desejo de enxergar mais longe,
garantir a frescura de noites escuras,
e quando longe, reclina-se no tempo,
e lacrimeja os olhos com amor ardente.
E aí você começa a conhecer,
o espaço da figura que carece de leitura,
e a parte patente de ser grande,
o doce formado pelo fechado tempo,
a emoção construída nos pingos de chuva.
A guerra vencida por leis internas,
a festa que foi estudar esse cara,
o abraço de todos os tempos, que carece de um laço,
e quantos aniversários serão vividos,
sabendo que foi meu herói, meu amigo.
Meu tesouro trancado pelas chaves antigas,
a natureza exata de todos os jardins,
o mar calmo de toda tempestade,
sabendo que é para sempre assim,
o segredo oculto de uma vida feliz.
Pai, não julgo o tempo, nem o vento, pois estes não sabiam que direção tomar.
Mas, julgo o dia feliz que me trouxe ao mundo para sempre lhe amar.
Por mais que eu tente lhe entender, não dá. Tenho medo de me perder em um mundo sem lugar.
Porque o meu lar é aqui, pra sempre lhe agradecer pelos ensinamentos silenciosos que fui capaz, agora, de abraçar. Tenho a vida mais feliz que recebi do mestre que mais posso admirar.
Feliz Dia dos Pais!