Tradução

"Nunca deixe de sonhar"

"Os sonhos trazem saúde para a emoção, equipam o frágil para ser autor de sua história, renovam as forças do ansioso, animam os deprimidos, transformam os inseguros em seres humanos de raro valor. Os sonhos fazem os tímidos terem golpes de ousadia e os derrotados serem construtores de oportunidades." (Augusto Cury)

terça-feira, 30 de julho de 2013

Tudo é questão de hábito.

Não perco tempo, ganho vida. 

A mulher no espelho, de Pablo Picasso
Imagem disponível em: <http://tolamaravilha.blogspot.com.br/2012/09/espelho-espelho-meu.html> Acesso em 30/07/2013

Começar um novo dia, não é recomeçar, nem viver de novo, é ter a oportunidade de viver a melhor vida, a vida de hoje. E isso é possível, basta querer e acreditar que é capaz, inclusive de fazer as melhores escolhas, tomar as melhores decisões, e fazer o que é preciso ser feito para que tudo isso se torne realidade. 
Uma das propostas para essas possibilidades é começar o dia olhando para si, revisar os seus hábitos e avaliá-los. Tenho feito as escolhas das quais preciso? Tenho tido as melhores iniciativas? Tenho agido severamente para que minhas escolhas sejam o caminho da minha felicidade? Tenho acreditado em mim, na minha capacidade de construir o próprio caminho? Tenho feito as coisas por completo? Tenho olhado para o outro com amor, assim como gostaria de receber um olhar de paz todos os dias? Tenho visto as crianças com esperança,como uma oportunidade de sonhos melhores? Tenho tratado os mais velhos com honestidade, respeito, escutado e valorizado a sabedoria de cada um? Tenho visto os animais, as plantas com beleza natural? Tenho respirado fundo, e aquecido a respiração para que esta não pare nunca de circular? Tenho deixado meu corpo desequilibra-se com o frio, ou com o calor para reavivar a chama do cuidado? Enfim, são questionamentos pessoais que nos fazem reconhecer quem somos, e o que estamos fazendo para termos a cada dia, um jeito novo e especial de viver. Uma modo singelo de ver o outro com a necessidade de ser humano. 
O mundo é único, as pessoas são únicas, você é único, e eu sou única. A felicidade é única. E o segredo para tudo isso, também é único, e é de cada um. Acredite em você, erga a voz, ouça o seu coração, e desperte o gigante que há dentro de você. E só você pode fazer isso.
Feche a janela e saia pela porta. Não queira olhar a vida por uma janela, inclusive a que machucou o seu dedo, e deixou a sua mão, por alguns dias, impossibilitada de alguns movimentos. Mas não a veja com raiva, veja com carinho e como quem precisa transformar-se em porta. E lembre-se da porta que você é, e queira estar sempre aberta. Mesmo que para isso seja preciso mudar os hábitos, mude-os. E o primeiro deles é olhar-se no seu espelho todos os dias, logo cedo, e ver o quanto é bela(o). Sorria sempre. 

Imagem disponível em:<http://g30.com.br/2011/10/felicidade/>. Acesso em 30/07/2013


Belo dia pra você que acabou de ler. 
Abraço fraterno. Agora sei que minha porta permanece aberta. 

Se quer abrir mais uma porta, compartilhe o texto com um amigo que gostaria de dar um gigante abraço. 


segunda-feira, 29 de julho de 2013

Você é especial


Imagem disponível em: <http://www.google.com.br/url?>. Acesso em 29/07/2013. 


O primeiro impacto que a vida nos oferece é o nascimento. E é a partir desse momento que sentimos o maior de todos os chamados: vem para o mundo porque você é especial, maravilhoso, lindo, sonhador, conquistador, humano, criança, e guerreiro. Com isso, começamos a observar tudo a nossa volta, mesmo sem saber onde e com quem estamos, sem reconhecermos nenhum som, nenhum gesto, já começamos a usar as armas mais poderosas de um vencedor: o silêncio, o olhar, a curiosidade. Começamos a observar tudo e todos, e sem nenhum esforço,  percebemos que tudo é lindo, mágico, colorido, cheiroso, gostoso, usando somente os sentidos. Sem medo, nem  preocupações, expressamos, sem palavras, algo grandioso e necessário: um belo sorriso. O medo se torna necessário. Quando ele surge, até choramos, mas aí lembramos que temos o maior de todos os milagres, a vida. É impossível não sentirmos medo, precisamos dele, ele também é um amigo, é ele que nos alerta de alguns perigos. Mas temos amigos diferentes; cada um com algo especial pra nos oferecer. E são amigos que se completam. Temos a alegria, que sempre aparece no final, não podemos nos esquecer de sua existência.
Outras vezes sentimos tristeza, e quando isso acontece, parece que todos os nossos amigos se foram. Há momentos, que sentimos raiva, muita raiva, e a maior que podemos sentir é a raiva de nós mesmo, e ela sempre está com pressa, nos leva a agirmos de imediato, o que não é bom. Mas ela também é um amigo, aquele amigo que ensina, incentiva e mostra que devemos ter atitude e que alguma coisa deve ser mudada, mas para melhor. Bastamos para isso, ouvi-la. Notamos que na vida, nada é por acaso. Tudo tem um porquê de existir. Mas aprendemos nesta vida, que os amigos não andam sozinhos, que cada um, devemos fazer alguma coisa, mas fazer com segurança. Aprendemos que a vida pode ser um sucesso, mas que isso depende do maior milagre da vida: você mesmo. Portanto, vivemos em paz e da melhor forma possível o melhor de todos os dias, o dia de hoje.

ABRAÇO de ÁGUIA pra você que acabou de ler.
Imagem disponível em <http://www.unidev.com.br/index.php?/topic/44434-desenho-%C3%A1guia-ian/> Acesso em 29/07/2013. 

Que tenhamos um ótimo dia! 

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Ato de escrever

Imagem disponível em: <https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?> Acesso em 26/07/2013. 

Escrevo como se não tivesse nada para fazer, e quando termino, dou-me conta de que acabei de fazer uma das coisas eternas da vida. (Márcia Neves) 

Ativando pensamentos

Imagem disponível em: <https://www.google.com.br/url?> Acesso 26/07/2013


"Toda pessoa pode ter conhecimento,  mas a arte de pensar é o  mais escasso dom natureza". Frederico II, O Grande


"Não penses mal dos que procedem mal; pensa somente que estão equivocados." (Sócrates)

"Um homem é realmente velho quando só pensa nisso." (Millôr Fernandes)


"Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil." (Clarice Lispector)


Como uma paixão

Como se nada além dessa vida fizesse sentido, aproveito o calor do entusiasmo e começo a caminhar. Ando em busca dos sonhos. E todos eles são possíveis, assim como uma paixão. De vez em quando, travo o ponteiro do relógio e com um olhar cheio de graça olho para trás. Não consigo enxergar o ponto de partida, pois dele já sair há algum tempo, e ver o seu início seria quase um recomeço consciente. Não quero ter essa convicção. Quero a sensação de quem dança e delimita um espaço leve. De quem viaja com a curiosidade infinda e a sabedoria inacabável. Imediatamente, acordo de uma morte súbita, destravo o ponteiro. Ergo o olhar para algum lugar, mas quando vejo, já estou em outro espaço. Os sonhos me levam, me acordam, me adormecem, me inspiram. Transformam o meu caminhar na minha maior paixão. 
Retroceder no tempo seria quase um despertar dos sonhos. Reencontrar a primeira referência, uma impossibilidade. Sonhos não se revivem, se reinventam e nunca dormem. Mesmo que eu quisesse, passaria toda essa paixão sem revivê-la, mas buscando-a uma outra vez, e nessa tentativa, perderia de vista a minha própria sombra. Prossigo o caminhar, agora com mais paixão, e outro modo de pensar. 
Nunca sei se estou longe ou perto, nem ao menos se já fiz meia caminhada. 
Sem olhar para trás, sinto o vento de leve como quem segue apaixonado. Olhar para os lados é sempre possível. E toda vez que olho, sei que não estou só. Pois, ao virar uma curva sinuosa, de um lado, vejo os sonhos, do outro, o ponto de referência que pensei ter deixado no ponto de partida. Já sei: sigo apaixonada e não estou só. Carrego na bagagem, toda motivação dos sonhos, todo amigo que ganhei, mesmo aqueles que perdi pelo meio do caminho, a primeira história, inclusive aquela que me fez chorar sem ter nada escrito em suas linhas. Levo na mala invisível, toda paixão de uma vida, o que é presença e ausência também levo comigo. 
Olhar para trás eu não quero mais. Não preciso. Nada deixei, nada perdi. O que preciso, segue comigo. Se eu insistir, terei a ilusão de quem volta, de quem tropeça, de quem não anda. E assim, o pesadelo de quem não sonha. Travar o ponteiro dos sonhos, não mais. Controlar o sentido da sombra, não é viver como uma paixão. Seguirei levando uma enorme mala, mas bem leve, que caibam todas as conquistas, todos os sonhos, os amores que me mantêm apaixonada pela tenebrosa e insinuante estrada da vida. Nada mais. 
Ótima sexta-feira pra todos que caminham apaixonados.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Escrevo como quem encontra um tesouro e articula o próprio silêncio na arte de ler.

Por que eu escrevo?

Imagem disponível em:<https://www.google.com.br/imgres?> Acesso em 26/07/2013

Escrevo como quem encontrou um tesouro e tem a necessidade de mostrá-lo.
Porque encontrei um instrumento que me permite ouvir a própria voz.
Por medo que o tempo deteriore as estruturas por falta de cuidado.
Como forma de restabelecer o próprio pensamento e deixar viva a prática sublime.
Porque é um modo de articular o meu silêncio.
Escrevo tão lentamente que adquiri a velocidade de quem pensa, não de quem aceita qualquer pensamento, mas de quem aprendeu a acreditar em alguma coisa, e desacreditar de muitas delas.
Não escrevo para todos lerem, mas para ler, aqueles que sentem-se necessitados.
Não escrevo por falta de atitude, mas por ter a atitude de mostrar o que penso. Porque pensar pra mim mesmo, não garante a veracidade dos meus pensamentos. E ter essa atitude de dizer, enfatiza a minha necessidade de existir.
Sim, sou a pensadora, podem me chamar assim. É um privilégio por contribuir com suas formas de me ver. Se sou poeta? Sim, também podem atribuir-me tal nomenclatura. Porque ser poeta é uma forma de tornar leve todo o sentimento de viver, porque viver é poesia, mas só consegue vê-la em si mesmo, quem consegue pensar pelo pelo menos algumas vezes ao dia, e agradecer à natureza de sua existência. Se sou escritora? Sim, também escrevo. Escrevo a minha forma de pensar e dizer. E digo-lhes que escrever é uma prática que ensina. Um aprendizado individual. Não escrevo sozinha, tenho meus aliados. Aqueles que se apresentaram quando eu mais precisei, e continuam vivos no meu mundo, porque tudo que me passaram ficou pra sempre nas minhas necessidades de viver, por isso escrevo. Sei que de um lado, estou eu, e do outro o meu outro eu, e este, pode encontra-se consigo e tornar-se uno nos seus pensamentos. Por isso escrevo. Também escrevo porque preciso testemunhar e esticar o juramento que lhes fiz quando concordei com seus ensinamentos. E a forma mais precisa que descobri de fazê-lo é usar a minha capacidade de acreditar. Pois quando acredita-se em algo, é porque uma das verdades é não ter medo de dizê-lo. E quem escreve, não tem medo do escuro, pois aprendeu a encontrar sabedoria nos lugares mais recônditos da mente, e esta por sua vez, ser a luz que o leva a conduzir qualquer pensamento, inclusive o de como desviar-se das pedras que o faz tropeçar, e a escalar as mais altas montanhas que atravessam imensidões de espaço e o leva a outros lugares. Escrevo como quem precisa de motivação pra não desistir. Como quem precisa atribuir valor a tudo o que acontece, inclusive o de enxergar as pedras como alimento para se erguer novas estruturas, e a ver as montanhas como cortina do teatro mágico de viver. Pois, se estas estivessem sempre abertas, ver o outro lado não seria tão mágico quanto a curiosidade de encontrar o novo do seu outro lado, nem tão fantástico como mudar de posição e ter outra visão do universo.
Quando escrevo, tenho a sensação de quem treme, de quem precisa reestruturar o equilíbrio. De quem foi expulso do comodismo. Tenho a liberdade de ler a minha própria fala, de continuar a busca de me encontrar. Escrevo com a sensação de encontrar o começo do final. Mas quanto mais leio e escrevo, tenho a comoção de que preciso voltar e começar tudo de novo, e de que nunca terei tempo suficiente para isso, porque não quero o fim. Quero uma vida com espaço aberto, onde terei a oportunidade de continuar ou recomeçar a qualquer tempo. O final não pode existir. Não sou a primeira nem a última. Sou a extensão de muitos.  Inclusive daqueles que carrego comigo. Não quero ter a sua igualdade, nem aceitar qualquer pensamento. Quero a produção necessária para o momento oportuno de escalar montanhas. E ler, sempre vai ser a magia de conhecer o mundo por vias finas. O meio de transporte mais confortável que me leva a dar uma volta completa no mundo de alguém. E na vinda, ser o começo de uma nova viagem.
Escrevo como quem descobriu o tesouro de articular palavras, de fazê-las adquiri-las o valor do que preciso dizer. Como quem descobriu o jogo mais divertido das possibilidades comunicativas. Não escrevo para que me julgue, nem me elogie, mas para que leia e entenda a necessidade de dizer alguma coisa. Inclusive, a de dizer que "ler é saber que o sentido pode ser outro", e para descobri-lo, é preciso conhecer as regras do jogo. Ler e escrever é uma arte, como aquela de quem pinta um quadro, não qualquer tela, mas a que permite a maior das ilusões óticas, como a tela que pintamos a cada dia na nossa história.

Escrever é uma forma de não falar sozinho. Ler é o telefone com o fio mais seguro e antigo do mundo. Ler e escrever é o elemento mais precioso da comunicação. É generosidade e doação.



Bom dia!