Tradução

"Nunca deixe de sonhar"

"Os sonhos trazem saúde para a emoção, equipam o frágil para ser autor de sua história, renovam as forças do ansioso, animam os deprimidos, transformam os inseguros em seres humanos de raro valor. Os sonhos fazem os tímidos terem golpes de ousadia e os derrotados serem construtores de oportunidades." (Augusto Cury)

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Ativando pensamentos

Imagem disponível em: <https://www.google.com.br/url?> Acesso 26/07/2013


"Toda pessoa pode ter conhecimento,  mas a arte de pensar é o  mais escasso dom natureza". Frederico II, O Grande


"Não penses mal dos que procedem mal; pensa somente que estão equivocados." (Sócrates)

"Um homem é realmente velho quando só pensa nisso." (Millôr Fernandes)


"Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil." (Clarice Lispector)


Como uma paixão

Como se nada além dessa vida fizesse sentido, aproveito o calor do entusiasmo e começo a caminhar. Ando em busca dos sonhos. E todos eles são possíveis, assim como uma paixão. De vez em quando, travo o ponteiro do relógio e com um olhar cheio de graça olho para trás. Não consigo enxergar o ponto de partida, pois dele já sair há algum tempo, e ver o seu início seria quase um recomeço consciente. Não quero ter essa convicção. Quero a sensação de quem dança e delimita um espaço leve. De quem viaja com a curiosidade infinda e a sabedoria inacabável. Imediatamente, acordo de uma morte súbita, destravo o ponteiro. Ergo o olhar para algum lugar, mas quando vejo, já estou em outro espaço. Os sonhos me levam, me acordam, me adormecem, me inspiram. Transformam o meu caminhar na minha maior paixão. 
Retroceder no tempo seria quase um despertar dos sonhos. Reencontrar a primeira referência, uma impossibilidade. Sonhos não se revivem, se reinventam e nunca dormem. Mesmo que eu quisesse, passaria toda essa paixão sem revivê-la, mas buscando-a uma outra vez, e nessa tentativa, perderia de vista a minha própria sombra. Prossigo o caminhar, agora com mais paixão, e outro modo de pensar. 
Nunca sei se estou longe ou perto, nem ao menos se já fiz meia caminhada. 
Sem olhar para trás, sinto o vento de leve como quem segue apaixonado. Olhar para os lados é sempre possível. E toda vez que olho, sei que não estou só. Pois, ao virar uma curva sinuosa, de um lado, vejo os sonhos, do outro, o ponto de referência que pensei ter deixado no ponto de partida. Já sei: sigo apaixonada e não estou só. Carrego na bagagem, toda motivação dos sonhos, todo amigo que ganhei, mesmo aqueles que perdi pelo meio do caminho, a primeira história, inclusive aquela que me fez chorar sem ter nada escrito em suas linhas. Levo na mala invisível, toda paixão de uma vida, o que é presença e ausência também levo comigo. 
Olhar para trás eu não quero mais. Não preciso. Nada deixei, nada perdi. O que preciso, segue comigo. Se eu insistir, terei a ilusão de quem volta, de quem tropeça, de quem não anda. E assim, o pesadelo de quem não sonha. Travar o ponteiro dos sonhos, não mais. Controlar o sentido da sombra, não é viver como uma paixão. Seguirei levando uma enorme mala, mas bem leve, que caibam todas as conquistas, todos os sonhos, os amores que me mantêm apaixonada pela tenebrosa e insinuante estrada da vida. Nada mais. 
Ótima sexta-feira pra todos que caminham apaixonados.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Escrevo como quem encontra um tesouro e articula o próprio silêncio na arte de ler.

Por que eu escrevo?

Imagem disponível em:<https://www.google.com.br/imgres?> Acesso em 26/07/2013

Escrevo como quem encontrou um tesouro e tem a necessidade de mostrá-lo.
Porque encontrei um instrumento que me permite ouvir a própria voz.
Por medo que o tempo deteriore as estruturas por falta de cuidado.
Como forma de restabelecer o próprio pensamento e deixar viva a prática sublime.
Porque é um modo de articular o meu silêncio.
Escrevo tão lentamente que adquiri a velocidade de quem pensa, não de quem aceita qualquer pensamento, mas de quem aprendeu a acreditar em alguma coisa, e desacreditar de muitas delas.
Não escrevo para todos lerem, mas para ler, aqueles que sentem-se necessitados.
Não escrevo por falta de atitude, mas por ter a atitude de mostrar o que penso. Porque pensar pra mim mesmo, não garante a veracidade dos meus pensamentos. E ter essa atitude de dizer, enfatiza a minha necessidade de existir.
Sim, sou a pensadora, podem me chamar assim. É um privilégio por contribuir com suas formas de me ver. Se sou poeta? Sim, também podem atribuir-me tal nomenclatura. Porque ser poeta é uma forma de tornar leve todo o sentimento de viver, porque viver é poesia, mas só consegue vê-la em si mesmo, quem consegue pensar pelo pelo menos algumas vezes ao dia, e agradecer à natureza de sua existência. Se sou escritora? Sim, também escrevo. Escrevo a minha forma de pensar e dizer. E digo-lhes que escrever é uma prática que ensina. Um aprendizado individual. Não escrevo sozinha, tenho meus aliados. Aqueles que se apresentaram quando eu mais precisei, e continuam vivos no meu mundo, porque tudo que me passaram ficou pra sempre nas minhas necessidades de viver, por isso escrevo. Sei que de um lado, estou eu, e do outro o meu outro eu, e este, pode encontra-se consigo e tornar-se uno nos seus pensamentos. Por isso escrevo. Também escrevo porque preciso testemunhar e esticar o juramento que lhes fiz quando concordei com seus ensinamentos. E a forma mais precisa que descobri de fazê-lo é usar a minha capacidade de acreditar. Pois quando acredita-se em algo, é porque uma das verdades é não ter medo de dizê-lo. E quem escreve, não tem medo do escuro, pois aprendeu a encontrar sabedoria nos lugares mais recônditos da mente, e esta por sua vez, ser a luz que o leva a conduzir qualquer pensamento, inclusive o de como desviar-se das pedras que o faz tropeçar, e a escalar as mais altas montanhas que atravessam imensidões de espaço e o leva a outros lugares. Escrevo como quem precisa de motivação pra não desistir. Como quem precisa atribuir valor a tudo o que acontece, inclusive o de enxergar as pedras como alimento para se erguer novas estruturas, e a ver as montanhas como cortina do teatro mágico de viver. Pois, se estas estivessem sempre abertas, ver o outro lado não seria tão mágico quanto a curiosidade de encontrar o novo do seu outro lado, nem tão fantástico como mudar de posição e ter outra visão do universo.
Quando escrevo, tenho a sensação de quem treme, de quem precisa reestruturar o equilíbrio. De quem foi expulso do comodismo. Tenho a liberdade de ler a minha própria fala, de continuar a busca de me encontrar. Escrevo com a sensação de encontrar o começo do final. Mas quanto mais leio e escrevo, tenho a comoção de que preciso voltar e começar tudo de novo, e de que nunca terei tempo suficiente para isso, porque não quero o fim. Quero uma vida com espaço aberto, onde terei a oportunidade de continuar ou recomeçar a qualquer tempo. O final não pode existir. Não sou a primeira nem a última. Sou a extensão de muitos.  Inclusive daqueles que carrego comigo. Não quero ter a sua igualdade, nem aceitar qualquer pensamento. Quero a produção necessária para o momento oportuno de escalar montanhas. E ler, sempre vai ser a magia de conhecer o mundo por vias finas. O meio de transporte mais confortável que me leva a dar uma volta completa no mundo de alguém. E na vinda, ser o começo de uma nova viagem.
Escrevo como quem descobriu o tesouro de articular palavras, de fazê-las adquiri-las o valor do que preciso dizer. Como quem descobriu o jogo mais divertido das possibilidades comunicativas. Não escrevo para que me julgue, nem me elogie, mas para que leia e entenda a necessidade de dizer alguma coisa. Inclusive, a de dizer que "ler é saber que o sentido pode ser outro", e para descobri-lo, é preciso conhecer as regras do jogo. Ler e escrever é uma arte, como aquela de quem pinta um quadro, não qualquer tela, mas a que permite a maior das ilusões óticas, como a tela que pintamos a cada dia na nossa história.

Escrever é uma forma de não falar sozinho. Ler é o telefone com o fio mais seguro e antigo do mundo. Ler e escrever é o elemento mais precioso da comunicação. É generosidade e doação.



Bom dia! 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

As férias são precisas, mas o retorno é a paz devolvida.

As férias escolares estão quase terminando, o que para alguns é mais uma oportunidade de resgatar o dia a dia, as vivências e convivências, e ter a oportunidade de continuar construindo histórias. Para outros, elas vão terminando com gostinho de quero mais, meio indecisas se vão ou se ficam, com certa insegurança do que vem pela frente, mas com a consciência de uma necessária convivência. E mesmo com inconsistência, todos sabemos que estamos vivendo realidades de muitos sonhos.
Sonhos que são aprendidos, vividos, imaginados, criados, pintados, cantados, que são sonhos. Sonhos de uma vida feliz e realizada. Sonhos de quem ganhou a vida e luta por devolvê-la por inteiro. Vidas, até de quem não teve a oportunidade de vivê-la, mas luta por designá-la a quem faça por merecer. Por isso, sonhos de vidas de verdade.
Férias. Descanso merecido. Tão merecido que nos coloca à prova de nossa própria resistência. Nos deixa com saudades do barulho, da correria, das cobranças, dos resultados e de cada sorriso estampado na face de uma criança. Nos faz sentir falta de uma rotina que nos deixa incertos do amanhã, seguros do ontem e desafiados do hoje. Saudades até das expressões impotentes de quem salta nas palavras sem saber o significado, mas reluta com a própria ansiedade e encontra o seu lugar do assento, e quando precisa levantar é para clamar o nome, a honra, e os dias de glórias pela concretização dos sonhos reais da vida. Saudades de sentir o susto acompanhado por trêmula alegria dos inesperados questionamentos que não são inocentes, mas advindos de realidades para as quais pelejamos compreendê-las. Questionamentos de quem precisa entender o mundo que lhe foi apresentado com tanta imprecisão que continuamos crescendo como se não tivéssemos nascido nunca, mas como se estivéssemos nos preparando para a chegada de um futuro como o nascimento de um novo ser.
Quem inventou férias, sabia o quanto são necessárias para sentirmos o vazio que somos, e o quanto podemos nos preencher com a nossa vida mediante o que fazemos. Conhecia da precisão do desequilíbrio, e o quão fortes somos para reerguermos a nossa capacidade de estar junto. Sabia do quanto precisamos desligar o relógio para notarmos sua ausência, e recarregar sua bateria para sentirmos sua presença em nós. Quem inventou férias, sabia que todos somos humanos e não vivemos isolados, mesmo que tentemos.
Férias são isso: tentar escrever a sensação de estar desligada desse relógio inventado, e não encontrar palavras exatas que atendam a todos os sentimentos de quem descansa. Pois descrevê-los seria impossível diante das circunstâncias de quem escolheu uma vida de verdade e sabe que viver vai além de qualquer férias e de qualquer relevância que esse texto possa passar. Simplesmente porque férias têm o seu gostinho, e a vida não pode parar.

Retornemos às aulas como quem precisa devolver a paz.
Bons estudos, boa vida!

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Não espere recompensas pelo tamanho de sua mão.

O dia ensolarado, o ar frio e a brisa de leve na minha janela foram suficientes para aprimorar o meu desejo de viver, a minha vontade de continuar acreditando nos seres humanos, e a sorrir naturalmente com a beleza expressa pela natureza. Sem contar a motivação que tudo isso me dá para querer fazer alguma coisa a cada instante. 

A melhor ajuda acontece quando nem você reconhece o tamanho da contribuição, mas quando você conhece o compromisso com sua própria moral e o respeito à sua e à ética alheia. Assim, 

na falta de coragem por medo excessivo, deixe sua honestidade dizer o que precisa ser feito, e o seu caráter ter noites de sonos profundos, mesmo que isso desequilibre o comodismo e afete a autoestima de quem precisa sair do escuro. Já estará ajudando. O tempo mostrará o valor que você cuidou. 

Aproveito o fim de uma tarde de luz, para desejar uma ótima noite a todos!  

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Dia Nacional do Homem

Feliz Dia Nacional do Homem! 

O homem que poe o pé no futuro porque já recusou um passado sem sucesso.
O homem que demonstra seus sentimentos de acordo com suas necessidades de ser humano.
O humano que constitui família porque não tem medo dos limites da felicidade.
O homem que não perde o direito de ir e vir pela falta de dignidade.
Que não se diferencia pelo gênero, mas une-se a todos como fruto do campo.
Que cultiva sua vida e cativa toda a beleza do universo.
O homem que não subestima a mulher pela fragilidade feminina.
Que valoriza o encanto feminino como a força da beleza e da sabedoria do coração.
Que é pai, vovô, tio, irmão, padrinho, cunhado, etc., sem preconceito de ser chamado de senhor.
Que aceita um sistema, mas não se ilude com ele.
O homem que possui caráter à medida de sua moral, e a pratica sem comprometer seu código de ética.
Que existe, simplesmente porque foi convidado a apreciar a beleza do universo, e reconhece que esse passeio sério de viver, não tem hora nem data marcadas para acabar.
O homem sem esferas de significados, que valoriza as cores, os aromas, os sabores, os amores, com uma presença inestimável, que aconchega a todos os corações.
Feliz dia do homem (s.m.) de verdade!

(Márcia Neves)